Myrica Faya

Myrica Faya

Identidade açoriana

Aquilo que inicialmente parecia ser apenas uma brincadeira descomprometida, transformou-se numa ideia sólida, uma ideia que adoptou o nome de Myrica Faya.

Cinco amigos com diferentes origens musicais decidiram centrar-se na música tradicional açoriana e na sua raiz mais profunda. Estava encontrada a matriz. A esses temas, muitos dos quais com uma riqueza melódica inebriante, juntaram-se as mais diversas influências e estilos musicais.

Cada tema do reportório dos Myrica Faya é o resultado de um longo processo de pesquisa, desconstrução, amadurecimento e recriação. Todo este processo é uma forma de homenagear a música que faz parte da identidade cultural de cada açoriano. Por outro lado, a nova abordagem que é feita a cada tema procura não deixar indiferente quem escuta e quem desde cedo se habituou a ouvir temas como a Charamba, a Lira , a Chamarrita ou a Saudade, apenas tocados por grupos etnográficos e de folclore, verdadeiros repositórios da nossa cultura musical.

Myrica faya é a faia-da-terra, uma árvore, uma espécie endémica dos Açores. Uma árvore que tem como raiz a música açoriana. Uma raiz que alimenta cinco ramos impulsionando a sua criatividade: Bruno Bettencourt (voz, viola-da-terra de 15 e de 12 cordas e adufe), Cláudio Oliveira (voz, baixo e acordeão), Emílio Leal (voz, piano, ukelele e baixo), Pedro Machado (voz, guitarras e flauta) e Ricardo Mourão (voz, guitarras e percussão) são os cinco elementos dos Myrica faya, os cinco ramos desta faia-da-terra que se alimenta da musicalidade que brota de cada uma das ilhas açorianas.

2015

25 de Julho no Palco Somersby

Júlio Pereira

Júlio Pereira

“Cavaquinho.pt”

Compositor, multi-instrumentista e produtor, Júlio Pereira teve a sua primeira incursão na música com apenas 7 anos de idade quando aprende a tocar bandolim com o seu pai. Durante a adolescência faz parte de várias bandas de rock, mas é a partir dos seus 20 anos em plena revolução de Abril de 74 que se junta aos mais importantes compositores portugueses da altura destacando-se a colaboração com José Afonso. A partir daí grava os seus primeiros álbuns de autor: “Bota Fora”, “Fernandinho vai ó vinho”, “Lisboémia” e “Mãos de Fada”.

Em 1981 lança o álbum Cavaquinho, um trabalho que veio abrir novas portas à música portuguesa, totalmente instrumental, resultado de uma longa investigação – ganhando todos os prémios de música do País – iniciando assim o seu percurso como instrumentista.

Seguem-se “Braguesa” e “Nortada”, ambos editados no ano de 1983, “Cadoi” um ano mais tarde, “Os sete instrumentos” em 1986, e ainda “Miradouro “ e “Janelas Verdes” que datam respectivamente de 1987 e 1990. “O meu Bandolim” e “Acústico” abrem terreno para a colaboração com Kepa Junkera do País Basco que se materializaria em “Lau Eskutara” editado no ano de 1995.

Já na década de 2000, sai para as lojas “Rituais” que serviu de base à coreografia com o mesmo nome de Rui Lopes Graça e os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado, e “Faz-de-conta” que viria a ser o primeiro CD Multimédia para crianças.

Pelo meio Júlio Pereira teve uma intensa agenda de espetáculos por todo o mundo, onde produziu, orquestrou e participou como multi-instrumentista em vários discos de outros autores, colaborando paralelamente com vários nomes da música entre os quais: Kepa Junkera, Pete Seeger, Mestisay e The Chieftains – com os quais grava o CD “Santiago” que ganha o Grammy Award em 1995.

Em 2006 colabora no filme Fados de Carlos Saura com Chico Buarque e Carlos do Carmo produzindo o tema “Fado Tropical”. Ainda com o Bandolim, grava o CD Geografias e cria um concerto com o mesmo nome que apresenta dentro e além fronteiras.

A discografia não fica completa sem falarmos de “Graffiti” um álbum de canções que conta com a participação de cantoras de vários países entre as quais: Dulce Pontes, Maria João, Sara Tavares, Olga Cerpa (Espanha), Nancy Vieira (Cabo-verde) e Luanda Cozetti (Brasil).
Dos concertos dados ao longo deste tempo destaca-se aquele que dirige no Théâtre de la Ville em Paris (2012) de homenagem a José Afonso com artistas da atualidade como António Zambujo, Mayra Andrade, João Afonso, entre outros.

Em 2013 retoma o cavaquinho e grava o disco “Cavaquinho.pt” como ponto de partida para uma nova etapa dedicada a este instrumento. Atualmente é Presidente da Associação Museu Cavaquinho que visa documentar, preservar e promover a história e a prática deste instrumento.

2015

24 de Julho no Palco Somersby

Diabo na Cruz

Diabo na Cruz

“Roque Popular”

Com o generalizado consenso da critica em torno de “Roque Popular”, considerado um dos melhores discos de 2012, os DIABO NA CRUZ, repetiram o feito que já tinham alcançado com o seu primeiro e muito aclamado disco “Virou!”, editado em 2009.

“Roque Popular” desvenda novos significados para uma música poderosa, que junta rock, tradição, humor, letras contagiantes e inspiradoras, e uma vontade expressa de inovar, em português. Com “Roque Popular”, os DIABO NA CRUZ confirmam-se como um dos mais criativos, inovadores e estimulantes projetos da música que se faz atualmente em Portugal.

A par da qualidade da música feita em estúdio, os DIABO NA CRUZ transformam cada um dos seus espetáculos, em momentos explosivos, conquistando fama como um grupo demolidor e arrebatador de audiências.
Em 2015, o público vai passar a conhecer o 3º disco de originais de DIABO NA CRUZ. Do novo disco, já se conhecem “Vida de Estrada”, e mais recentemente “Ganhar o Dia”, músicas de avanço, que inundaram as rádios e se tornaram rapidamente em novos sucessos da banda.

O álbum sucessor dos muito aclamados “Virou!” (2009) e “Roque Popular” (2012), é composto por 11 canções peneiradas de 2 anos de trabalho e chama-se “Diabo na Cruz” por representar ao mesmo tempo o lugar singular onde a banda se encontra e a abertura de novos trilhos para o futuro.

Incapazes de se repetirem, com o novo disco, os DIABO NA CRUZ prometem continuar a sua caminhada ímpar no panorama musical português, reinventando mais uma vez a musicalidade do país sob um prisma contemporâneo e refletindo sentimentos, aspirações e contratempos de uma geração que se descobre a si mesma no acto de esculpir o amanhã.

2015

25 de Julho no Palco Somersby

Tranglomango

Tranglomango

É rock e chula!

“Más Línguas” é o primeiro trabalho discográfico dos Tranglomango que reúne alguns dos temas trabalhados pelo grupo ao longo de dois anos. O album sai com o carimbo da GiraDiscos.

Com a formação instrumental clássica do rock à qual se junta um acordeão, este grupo deixa-se influenciar pela cultura tradicional portuguesa como mote para a prática e domínio de um som que funde estilos contrastantes. Em “Más Línguas”apresentam-se arranjos de temas tradicionais e temas originais em ebulição destravada nos quais três vozes em negócios harmónicos animam a morúmbia em qualquer cemitério de paróquia.

Liguem os cátodos aos pontos cardeais do corpo e larguem a velhinha: ela vai sacudir o pó do pé; é rock e chula!

2015

25 de Julho no Palco Bricelta

Olam Ein Sof

Olam Ein Sof

Mundos dos Infinitos

Duo formado em 2001, pelos músicos Marcelo Miranda e Fernanda Ferretti, inspirados na música medieval, renascentista, folk, mitologias diversas e no mundo etéreo, desenvolvendo assim um trabalho autoral distinto. Seu nome tem um significado profundo: pode ser traduzido como Mundo dos Infinitos. É assim que o duo pensa a arte: infinita e transcendente. Lançaram os CDs Immram (2004), Celtic Mythology (2005), Ethereal Dimensions (2010) e Reino de Cramfer (2014).

Já se apresentaram em teatros, festivais, e festas temáticas em diversos estados do Brasil; na Colômbia em 2010; no Chile em 2012 e em Portugal em 2014. Neste ano, regressam a Portugal para a aguardada estreia no Festival Folk Celta de Ponte da Barca.

2015

24 de Julho no Palco Bricelta