Torcido

Nesta dança em tom de filme-concerto de um imaginário reluzente, desde a percussão à melodia vocal, André Nunes percorre um terreno bem permeável e fértil: carimbos, máquinas de escrever, fitas métricas no chão do estúdio são alguns dos instrumentos usados para musicar e ilustrar toda a viagem demarcada pelas várias referências e impressões do autor.

Se as caixas de música falassem – como falam -, podiam contar as várias histórias desta “Cabaça” de André Nunes, onde a narrativa artesanal sussurra entre o “Atordolado” suspense de quem vai experimentando vários trilhos de como chegar ao “Vazio” e serpenteia confissões entre as “transfusões sentimentais” e “pequenas paixões alimentadas a vapor de chá”, não esquecendo a mensagem clara e gráfica da “hipocrisia”.

2018

1º Dia, sexta 27 de Julho