A Barca dos Castiços

“Mancha em Terras de Cor”

A riqueza do património músico-poético do cancioneiro tradicional português tem vindo a inspirar várias gerações de músicos e compositores, atuantes em diferentes áreas, desde a música erudita, ao jazz, passando pelo pop-rock.

Perspectivando a manutenção e a preservação dessa matriz tradicional, surgem os grupos etnográficos e folclóricos, baseando o seu trabalho de reposição em trabalhos de recolhas. Por outro lado, surgem grupos que, utilizando as mesmas fontes de informação, ultrapassam a função de reposição, e que, sem essa limitação, concentram os seus esforços criativos e musicais na recriação, em que o património tradicional serve de base a um sem número de experiências, de misturas, mais ou menos puristas. É nesta última corrente que “A Barca dos Castiços” se insere.
A necessidade de alargar os seus horizontes criativos impeliu a tripulação para a criação deste grupo em 2003, nos arredores de Coimbra. Em 2005 houve uma estabilização da formação e de reportório, conseguindo finalmente criar uma imagem sonora que correspondesse aos objectivos dos elementos do grupo. Neste ano também, o grupo ligou-se à Casa do Povo de Souselas, passando a ser uma secção cultural da dita associação, ligada à divulgação da cultura tradicional portuguesa. Em 2007 ocorre um ponto de viragem, com a participação na final europeia do Concurso Eurofolk’J, em Málaga, Espanha. Em 2008 participa, como grupo convidado, na edição italiana do mesmo concurso. Associado a dois estes eventos, algumas gravações foram incluídas em colectâneas de música tradicional, uma em Espanha e duas em Itália.

O seu primeiro trabalho discográfico, “Mancha em Terras de Cor” é um registo em que as fusões da música Tradicional Portuguesa com outras sonoridades mais universais tentam refletir a pluralidade cromática de um pequeno, mas culturalmente diverso país como é Portugal. O trabalho (re)criativo inclui elementos tradicionais, mesclados com elementos da música erudita, do jazz, e também do pop-rock, correntes que fazem parte dos universos pessoais de cada um dos elementos. Conseguiu-se uma matriz de trabalho própria, criando uma ambiência característica e uma nova forma de experimentar a tradição.

2015

24 de Julho no Palco Bricelta